07 julho, 2011

Na viagem... impressões de Buenos Aires

O destino é a Austrália, mas tivemos que fazer uma parada forçada na Argentina, em Buenos Aires, por causa da nuvem de cinzas do vulcão Puyehue, que acordou no dia 04 de junho no Chile e segue mudando a rotina de grande parte do espaço aéreo no hemisfério sul do globo.


17 dias na terra de Borges (segundo Mr. Quiroga, um elitista fdp, apesar de grande escritor); lugar querido do uruguaio Galeano, pra onde ele voltou com saudades depois de anos de exílio... e eu "exilado" por lá, pela Natureza... num frio brabo...


Importante mencionar: nota ZERO para a Aerolineas Argentinas, que faz uma grande força para que o viajante que para no país de surpresa não goste da terra e tenha raiva de estar "preso" por lá. Péssimo exemplo. Porque eles deveriam ter bancado os custos de hospedagem e alimentação, como diz a lei tanto no Brasil quanto na Argentina, das pessoas que foram levadas até lá, por eles, tendo como destino países como Austrália e Nova Zelândia, gente não só do Brasil, como da Colômbia, Perú, Austrália, Nova Zelândia, Chile...









Tivemos ajuda valiosa do Consulado brasileiro, salve Sr. João dos Anjos e amigos que ajudaram daqui e de lá. Deu orgulho do nosso país essa história... e inevitável pensamento na ação de mãos divinas pela a ajuda recebida, fora os encontros que o imprevisto proporcionou. Salve!


Daqui a pouco impressões australianas.


Algumas imagens de Buenos Aires...



Um Mc a cada esquina e outros mais, nunca vi tantos

Metrô velho, o que também significa que já tem tempo, bom pra eles.

Símbolo fálico no meio da avenida... deve ter algum motivo...

Tango no hostel

Let's play pool mates!

Bela arquitetura numa cidade fria, com duplo sentido

Fomos bem atendidos, graças à internet, que diminuí a distância de quem tá longe, com diz Juju


Che, Gardel, Evita, Maradona, Messi, Peron...

Muito mais metrô lá do que no Rio (Niterói nem tem e provavelmente nem vai ter).  Em Niterói se deixar vão colocar prédio na areia da praia (não pude perder essa chance)

Galera do graffiti vai apreciar a cidade

Belas avenidas e muito frio
Esse senhor tinha olhos profundamente azuis



02 junho, 2011

Lembranças de um retorno esperado. Saudade é a palvra (sentimento) do momento...

O que a saudade faz com a gente... 1990 pra 91, longe do surfe no meio dos EEUU... surfe na veia. Esse negócio de água salgada muda e determina muitas coisas da vida da gente.











07 abril, 2011

Muitas revistas, muitas lembranças...

Revistas... deu pena deixá-las ir...




Recentemente entrei em contato com o Rico para checar o interesse dele em algumas revistas de surfe que fui acumulando ao longo da vida. Ainda que há muito tempo eu praticamente não compre mais revistas, elas já foram um dos meus objetos favoritos. Foram acumulando e a maioria eu guardei com carinho suficiente para que minha querida mãe não se desfizesse delas. Muito pelo contrário, ela guardou todas que achou como uma museóloga ou algo parecido. Fato é que mamãe precisa de espaço em casa e aquele armário debaixo da escada tava cheio das surf mags... E o Guru sempre fala: "Desapega, desapega de tudo...".

O Rico teve pronto interesse pois tem longo projeto de proteção à memória do surfe. Sei que ele tem uma coleção de pranchas que volta e meia é exposta por aí, muito legal. Quando eu crescer quero ter diversos tipos de pranchas, tipo igual eu vi numa foto do Derek Hynd em Jeffreys, no que seria um depósito com pranchas de variados estilos e formas e tamanhos. Sonho de consumo. Tanto as pranchas quanto o tempo para usá-las... Até prancha sem quilha ele usa... Tem uma história que o Julio contou que o Hynd ficou puto com o fato de terem colocado uma quilha no fundo das pranchas, limitando seus movimentos... (leiam Notas de um velho safado!). Sei lá!



Imagine, nem tive tempo para testar se a minha nova prancha ficava boa com quatro quilhas. Antes de poder experimentar de três pra quatro, a bichinha já trincou no meio, no fundo, bem ali no Pampo, num dia de ondas pesadinhas. Engraçado que eu pedi que ela fosse feita bem forte. As que eu fazia com Betôncio não quebravam assim não... Essa é de marca, mas já tá parada... nem terminei de pagar ainda. Vai falar que Itacoatiara não tem jeito?! Tenho uma 7'2" que já dura 06 anos.




Então o Rico teve pronto interesse e mandou o simpático Jorge, da Barra da Tijuca, no Rio, até Pendotiba, aqui em Niterói, meu bairro querido, que pra ficar perfeito só faltava ter altas ondas, o que é impossível pois fica a uns 25 quilômetros do mar (mas sempre imaginei altas quebrando depois daquela floresta, um pico secreto, bem aqui atrás da minha casa). Tudo bem, a gente precisa aprender a lidar com as limitações.




Espero que o Rico consiga fazer um grande museu do surfe e que eu tenha dado alguma contribuição, fruto do meu amor por essa tal prática de correr as ondas sobre uma prancha (que coisa inacreditável que a gente faz!). Guardei algumas pérolas ainda, que não consegui desapegar. Tenho uma Fluir Bodyboard com uma reportagem sobre a galera da "favela" de Itacoatiara com fotos alucinantes do meu pico preferido (não tirei foto dela). Eu sempre guardava minha mochila com a galera da "favela". Boas lembranças. Essa revista eu tenho ainda no plástico, comprada num sebo, assim como um ou duas Brasil Surf (essas devem ter ido no bolo do Rico, pois não vi mais...). Até comentei com a minha mãe que acho que daqui bom tempo essa edição da Fluir BB vai valer um dinheiro. Será?! Hein?!





Valeu Jorge e Rico! Abraço! Aloha!